Como funcionam as taxas do cartão de crédito?

Apesar de ser uma forma de pagamento extremamente popular, muita gente ainda não conhece as taxas do cartão de crédito. Dessa forma, consumidores do Brasil inteiro correm o risco de pagar mais do que gostariam.

Mas, com um pouco de conhecimento, é possível modificar essa situação e controlar os detalhes dos seus gastos.

Você sabe exatamente o que significa taxa de emissão, IOF, juros, anuidade e rotativo?

Esses são apenas alguns exemplos de pagamentos que as pessoas fazem sem ter total compreensão de como funcionam. Ou seja, com um pouco de conhecimento é possível gerar economia todos os meses. Então se você quer saber mais sobre as taxas do cartão de crédito, continue lendo este artigo!

Leia também: Cartão de crédito zero anuidade: 11 opções para você contratar!

Taxas do cartão de crédito

Ao contrário do que muitos consumidores pensam, as taxas de cartão podem ter origens diferentes. Ou seja, enquanto uma taxa pode ter uma causa simples, outra pode ser referente a algo totalmente diferente.

Seja como for, negociar taxas e condições melhores com a emissora do seu cartão é sempre uma alternativa. Além disso, em último caso, você pode cancelar o seu cartão e solicitar outro que tenha taxas melhores.

Conheça as taxas do cartão de crédito

Primeiramente, é importante entender que cartões diferentes podem ter algumas taxas diferentes. Em outras palavras, nem todos os cartões cobram todos os tipos de taxa. Dessa forma, você precisa averiguar as condições do seu cartão para confirmar alguma cobrança em particular.

Acompanhe, a seguir, a lista de taxas.

Taxa de emissão

A taxa de emissão, como o nome sugere, é aquela que você paga para que seu cartão seja emitido. Então se você já tem um cartão, essa taxa é irrelevante. Apenas se for solicitar um novo precisará se preocupar com ela.

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Como forma de incentivar a solicitação por parte de novos clientes, muitas empresas não cobram a taxa de emissão.

Segunda via

A taxa cobrada para emitir a segunda via tem a lógica parecida com a taxa de emissão. Ou seja, você paga para adquirir o cartão físico que a empresa emissora vai enviar para a sua casa.

Ao contrário da taxa de emissão, que normalmente é gratuita, a segunda via normalmente é cobrada. Afinal, você já tinha um cartão e se precisa de uma segunda via é porque aconteceu algum imprevisto.

Importante: quando você precisa de um novo cartão por causa da data de validade, isso não é considerado segunda via.

Anuidade

A taxa de anuidade tem relação com o serviço de manutenção do cartão. Apesar da cobrança poder ser quitada em um pagamento único, na maioria das vezes ela é parcelada em 12x. Dessa forma, o pagamento funciona como se fosse uma mensalidade.

Existem diversos cartões sem anuidade disponíveis no mercado. Mas vale lembrar que os melhores cartões, que oferecem os benefícios mais atraentes, cobram, sim, taxa de anuidade. Apesar disso, alguns dos que cobram oferecem descontos de acordo com o quanto você paga na fatura. Ou seja, é possível zerar a taxa de anuidade usando bastante o cartão.

Personalização

Até mesmo a personalização da aparência do seu cartão pode gerar pagamento. Mas nem todas as instituições financeiras oferecem esse tipo de serviço.

Notificações

Dependendo do cartão, também podem existir cobrança sobre as mensagens de notificação. Elas servem para comunicar que aconteceu alguma movimentação financeira com o seu cartão de crédito. Assim, se você receber uma notificação sem ter usado o cartão, fica sabendo que tem algo de errado imediatamente.

Apesar de muitas empresas oferecerem de graça, esse tipo de serviço pode ajudar a evitar fraudes e golpes. Então, de certa forma, pode valer a pena pagar, até porque normalmente o valor é baixo.

Taxas do cartão de crédito para saques

Nem todos os cartões de crédito oferecem a possibilidade de sacar dinheiro. Mas entre os que oferecem, normalmente existe uma cobrança.

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A cobrança pelo saque pode ter três fatores diferentes e independentes. Em outras palavras, pode ser que você pague uma, duas ou até todas. Então preste atenção nas seguintes cobranças:

  • Serviço de saque – mesmo os cartões que têm vínculo com contas, podem cobrar pelo valor do saque. Por exemplo: o NuBank cobra R$ 6,50 por saque;
  • Juros – os cartões que não são vinculados à uma conta cobram juros pelos saques. Isso acontece porque o pagamento para compensa o saque acontecerá somente na fatura. Dessa forma, a instituição financeira pode considerar o saque como um adiantamento, ou um empréstimo. Os juros são bem altos e podem passar de 15%;
  • IOF – a sigla IOF significa Imposto sobre Operações Financeiras. Conforme a lei, esse imposto deve ser cobrado em operações de crédito como, por exemplo, empréstimos. Nesse sentido, a cobrança do IOF não é uma escolha do banco, e sim o repasse de uma obrigação.

Aumento de limite

Alguns cartões permitem que você faça compras além do valor definido como limite. Quando isso acontece, você pode pagar por duas coisas.

Primeiro, por uma avaliação emergencial de crédito, que é o que o banco faz para liberar esse valor adicional. Segundo, pelo uso do serviço extraordinário, que pode ser uma taxa fixa ou até mesmo proporcional ao valor excedente.

Taxas para pagar contas no cartão de crédito

O pagamento de contas como água, luz ou telefone também gera cobrança adicional. Afinal, você está usando dinheiro de forma antecipada.

Por exemplo: pode pagar a conta de luz que vence no dia 10 e só efetuar o pagamento de verdade no dia 25 – no vencimento do cartão.

Além da taxa do banco, também pode haver a cobrança de IOF.

Mora (multa e juros)

A palavra “mora” tem como sinônimos: demora, prorrogação e atraso. Existem dois tipos de cobrança de mora: multa e juros.

Juros de mora

O juros de mora pode ser cobrados quando existe atraso no pagamento de uma conta. Conforme a lei, o limite da taxa é de 1% do valor da dívida por mês. Mas se você quitar antes do fim de um mês, vai pagar menos – obedecendo a proporção.

Multa de mora

Ao contrário do juros, a multa de mora tem um valor fixo. Em outras palavras, ela não varia de acordo com o tempo e nem com o valor devido. Assim, se você atrasar o pagamento em 1 dia ou em 30 dias, o juros pode variar, mas a multa será a mesma.

A multa será de, no máximo, 2% do valor devido.

Pagamento parcial da fatura (rotativo e parcelado)

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Existem duas formas de pagar uma fatura parcialmente, ou seja, não pagar o valor total. Cada uma delas tem um nome que você talvez já tenha ouvido falar: crédito rotativo e crédito parcelado.

Enquanto parece atraente, o pagamento incompleto da fatura do cartão também é perigoso. Entenda a seguir.

Crédito rotativo

Quando você não paga o valor total de uma fatura, entra em cena o famoso e temido crédito rotativo. Nesse sentido, não importa se o valor pago foi o mínimo ou quase completo, vai para o rotativo. Mas preste atenção: pague sempre o máximo possível, porque a aplicação dos juros é apenas sobre o que faltou pagar.

O maior problema disso tudo é que os juros rotativos são altíssimos. De acordo com o Banco Central, a média da taxa do rotativo regular chegou a 270% ao ano em 2020.

Atualmente, ninguém mais pode ficar no crédito rotativo por mais do que 30 dias. A mudança aconteceu porque a chance da dívida crescer descontroladamente era muito alta.

O pagamento da dívida pendente pode acontecer até a fatura seguinte, daí o prazo de 30 dias. Depois disso, caso não haja pagamento, a instituição financeira tem a obrigação de entrar em contato com o cliente devedor. Esse contato é para negociar o pagamento em parcelas e com condições mais vantajosas. Assim, você pode quitar suas dívidas com taxas de juros menores e com parcelas fixas – esse é o crédito parcelado.

Crédito parcelado

O crédito parcelado precisa necessariamente ser mais vantajoso do que o rotativo. Em outras palavras, a taxa de juros do parcelado sempre será mais baixa do que simplesmente atrasar a cobrança.

Além disso, outra vantagem de pagar a dívida em parcelas é a possibilidade de se planejar melhor. Afinal, depois que a negociação é feita, você tem a oportunidade de realizar o pagamento em parcelas fixas. Essa pode ser uma boa oportunidade para se organizar e não deixar isso acontecer novamente.

Leia também: Como fazer cartão sem anuidade? Aprenda os passos aqui!

Esperamos que você tenha entendido melhor as taxas do cartão de crédito. Se você conhece alguém que pode aproveitar essa informação, compartilhe este artigo!

E para mais dicas e informações sobre cartões, juros e taxas, continue acompanhando o Meu Cartão de Crédito.

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